Esse é o sétimo livro de Jeff Ferreira, autor da biografia Assim Que É – A História do RZO, do livro 30 Anos do Disco Hip Hop Cultura de Rua, dentre outros. Agora chegou a vez de enveredar pelo mundo do futebol através da trajetória de Pelusa, desde os campinhos de terra da Villa Fiorito, uma favela argentina, até a conquista do mundo.
Diego Armando Maradona, de família humilde e peronista, tinha consciência de classe e peitou a FIFA, a AFA, João Havelange, Julio Grondona e tantos outros cartolas. Dentro de campo foi um gênio, fora dele foi um guerreiro. Também teve seus vacilos…, abusou do álcool, se relacionou com a cocaína, teve inúmeros desafetos e caiu em várias armadilhas.
A ideia de escrever um livro sobre Maradona parte da carência de literatura em português sobre o atleta. Até se tem obras em nosso idioma sobre Diego, mas não uma biografia que mergulha na sua história. Em pouco mais de 350 páginas conhecemos um pouquinho mais sobre Diego, ou Pelusa, como era chamado no círculo mais íntimo. Círculo esse que tinha Fidel Castro como amigo, o craque ensinou o cubano a bater pênaltis no Palácio da Revolução, em Havana, aliás, Dieguito viveu em Cuba quando se tratou do pó. Irreverente, polêmico e talentoso, Diego nos deixou em 2020, aos 60 anos.
O livro aborda os 60 anos de Maradona, os clubes por onde passou, as conquistas, as dores, os fracassos, as polêmicas e toda a humanidade daquele que chamam de D10S. Pelusa é uma figura ímpar, contraditória como todo ser humano, mas alguém que lutava por aquilo que acreditava e isso é o que fascina em sua sua figura.
A pesquisa foi baseada em outras biografias do atleta, – todas em espanhol – sobretudo a autobiografía "Soy Diego de la gente", mas obviamente essa não é a única fonte, pois apesar de ser um livro de ode a Diego, não é uma obra “chapa branca”, tem momentos que é necessário puxar a orelha de El Diez. Então foi necessário recorrer a várias fontes, principalmente àquelas que eram desafetos de Dieguito.
No livro veremos como Diego foi um um bom pai, bom esposo, bom filho e excelente colega de trabalho. Isso humaniza a figura dele que sofreu bastante como quando foi cortado da Copa de 1978, quando foi eliminado em 1982, na Espanha, ou o caso do doping de 1994.
Aqui acompanhamos, também, as relações de Dieguito com personalidades, como Pelé, Mike Tayson, Ben Johnson, Guillermo Coppola, Hugo Chávez, Evo Morales, Careca, Caniggia, Riquelme, Verón, Carlos Bilardo, César Menotti e tantos outros.
O livro Pelusa – Diego: Armando o Maradona tem texto de prefácio escrito por Fidel Castro, em uma carta que o cubano enviou para o argentino em 2014 e durante um bom tempo teve seu conteúdo sigiloso.
O lançamento será pela Campinho de Terra, um selo da Editora Dando a Letra, focada no universo musical underground, e que com o selo pretende expandir seu alcance através de obras literárias ligadas ao futebol, com o viés de quebrada.
Para viabilizar o projeto será aberto Financiamento Coletivo, no mês de julho. A campanha será para arrecadar recursos para a impressão e distribuição do livro. Enquanto o financiamento coletivo não sai, foi criado o grupo no Facebook, Livro Biografia Maradona, onde é compartilhado um pouco da pesquisa e curiosidades sobre Pelusa.
Conheça a campanha, participe e apoie clicando aqui.


